Vinho e Filosofia
“Existe mais filosofia numa garrafa de vinho que em todos os livros.” (Pasteur)Arquivo de abril, 2011
Buenos Aires e seus vinhos
Um pecado! Um absoluto pecado! Fui a Buenos Aires em Janeiro, tomei vinho horrores e não postei aqui! Essa vida louca está deixando meus bloguinhos às traças!
Pois bem. Sempre tive uma certa tendência negativa a vinhos argentinos. Os achava insossos e sem graça. Mas eis que fui na fonte. E que maravilha! Vou deixar aqui 2 rótulos de peso! E cá pra nós: precinhos de pechincha! O mais caro custou 34 pesos argentinos, ou seja R$ 17,00 por um vinho muito, muito, muito bom. De corpo e de atitude. E olha que o Restaurante La Cabrera é um dos mais caros de Buenos Aires.
Quem é ele? Callia Alta Shiraz Malbec 2009. E olha que não sou muito fã de Malbec. Mas foi um vinho que quem tiver oportunidade, experimente. Já andei fuçando na Internet e tem aqui na terrinha sim. Um vinho que achei super complexo, de bom corpo, chocolate, baunilha, frutas negras, tudo isso num rubi espetacular.
Minha próxima indicação é o Doña Paula Los Cardos Cabernet Sauvignon 2009. Enquanto o anterior é da região de San Juan, este aqui é da típica e conhecida Mendoza (Aliás de onde se acha – até eu achava – que era a única origem de vinhos argentinos). Este, ao meu paladar, foi um vinho equilibrado, porém bem tranquilo. Mais frutado, um pouco apimentado, fresco e de corpo médio. Não é daqueles vinhos que gosto de “encher a boca”, mas foi uma escolha super acertada para as massas que pedimos no restaurante Juana M (olha a dica!
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Portanto, quando for à Argentina beba muito vinho! Beba nos restaurantes aceitando a indicação dos garçons, beba os vinhos de mesa respeitáveis ao tango da Casa de Carlos Gardel com um monte de Brasileiros que vai encontrar, beba o vinho de boteco, dos cafés e se for ao Uruguai, como eu fui, experimente até aquele vinhozinho branco beeeem genérico do La Drugstore na Colonia Del Sacramento. Todas estas experiências valem super a pena!s
Salute!
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Convento da Vila 2009
Ah, os vinhos Alantejanos! Fazia tempo que não tomava um.
Esse não foi nenhum espanto, mas é um vinho agradável, tranquilo, levinho. Bom para um final de semana descompromissado.
Um corte de trincadeira, aragonês e castelão. Mas com aquela carinha de vinho de mesa. Foi com uma pizza e acho que não iria com mais nada além disso. Mas, vale o registro para não dizer que não falei das flores… ou das uvas. Afinal, vinho bom é o que a gente gosta… mas não necessariamente o que eu gosto, né?


