Vinho e Filosofia
“Existe mais filosofia numa garrafa de vinho que em todos os livros.” (Pasteur)Arquivo para Março, 2008
Herdade do Pinheiro Rosé 2006
Vinho Português de Alantejo. Aromas de morango e framboesa. Não é ruim, porém já experimentei melhores rosés. Mas vale para a diária.
Rio Sol Reserva 2004
A quanto tempo não? Correrias da vida. Não que estas correrias tenham me impedido de continuar a degustar meus vinhos. Mas, digamos, que neste momento de “reclusão” estava plagiando Pasteur e filosofando em cima de algumas (poucas!) garrafas de vinho. Ontem, sexta-feira santa, um dos momentos do ano de pretexto propício à entrada de bons vinhos, resolvi que hoje, sábado de aleluia (Aleluia!!!!) voltaria a comentar minhas impressões ainda pueris a respeito desta bebida santa!
E o da semana santa foi um nacional. Vinho de Petrolina, muito bem falado nas revistas da Tocave, da Expand, AD Caves Magazine, enfim. Um nacional de dar gosto. Lógico que com minha pouca experiência, degusto, tiro minhas impressões inexperientes e vou validar com as experientes! Afinal, meu olfato e paladar ainda têm que se apurar bastante para avaliar com afinco! Mas concordo quando se diz que “vinho bom é o que você gosta”! E desse eu gostei. Um nacional com requinte internacional. E se o Papa gostou, meus queridos, porque eu não ia gostar? (Risos)
Bom… mas vamos ao vinho que já se destaca internacionalmente. De cor vermelho atijolada intensa, apresenta aromas de madeira, frutas vermelhas, talvez frutas escuras. Baunilha, chocolate. No nariz aquele ardorzinho de pimenta que me remeteu também a um pouco de especiarias. Na boca, boa acidez, taninos respeitosos e sutis. Um vinho macio, redondo e leve. Muito bom! Como a garrafa ainda não terminou, creio eu que ainda hei de descobrir algo mais! Volto e conto! Nesta ou, certamente, em outra garrafa!
