Vinho e Filosofia
“Existe mais filosofia numa garrafa de vinho que em todos os livros.” (Pasteur)Arquivo de março, 2007
Beni di Batasiolo Bosc dla Rei Moscato D’Asti 2005
O vinho é simplesmente um doce prazer. Vinho de sobremesa e do estilo que eu nunca tinha experimentado: frisante.
Comprei este vinho por indicação. Resolvi fazer um encontro de amigas com queijos e vinhos, as quais não estão acostumadas com vinhos encorpados e clássicos.

É um vinho feito com a uva moscato, típica da região do Piemonte na Itália. A vantagem para a mulherada que “babou” sobre as taças é que ele é distribuído pela Expand (tem aqui em Salvador), pode ser facilmente encontrado nas prateleiras dos melhores supermercados, tem baixo teor alcoólico (5,5º contra os 13º comumente encontrados nos vinhos tintos) e um leve teor de gás carbônico que o faz frisante, ou seja, não é um espumante, mas borbulha dando uma sensação de frescor. É um vinho leve, suavemente doce (bem menos que o Aurora).
Deveria ser servido com sobremesa como manda o figurino, mas caiu super bem com os queijos, principalmente com o gorgonzola.
Temperatura de Degistação: 12º C
Cor: amarelo palha
Aromas: frutas cítricas, pêra
Preço na Ocasião: R$ 34,97
Experimentamos na ocasião também um espumante rosé. Um Jalus 2005. Frutado, fresco, mas não vi nada de excepcional além dos outros espumantes. Passarei a investir mais nesta seara para dar maiores informações.
Preço na Ocasião: R$ 35,00
Valpolicella Cesari 2004
A coisa mais difícil que notei no vinho italiano é identificar o nome dele. O rótulo é extremamente complicado.
Tinha uma enorme curiosidade a respeito dos vinhos Valpolicella. Descobri lendo que são da região de Vêneto e são elaborados com as uvas corvina, rondinella e molinara.
Não sei se escolhi o vinho errado, mas este em particular não meu deu grandes prazeres. No olfato nada que surpreenda além das frutas. No paladar muito menos. Leve demais, sem corpo. Diz-se que os vinhos Valpolicella são em sua maioria jovens e para consumo imediato.
Consumi… com pizza.
Temperatura de degustação: 15º a 17ºC
Preço na ocasião: R$ 23,50
Cono Sur Gewürztraminer 2005
Que varietal perfumada! De todos os brancos, este foi o vinho mais perfumado que tomei até agora. Escolhi a garrafa por indicação, mas descobri que o Chile está se destacando nos vinhos produzidos com Gewürztraminer na região de Bío-Bío. Gosto muito dos vinhos chilenos. Em seguida tenho amor por Rioja (Espanha).
Os chilenos possuem uma vantagem perante os demais vinhos importados que chegam ao Brasil: qualidade x preço. Segundo Manoel Beato no Guia de Vinhos Larousse, os vinhos importados chegam ao Brasil, devido a tributações, 200% mais caros! Pasmem!
Acredito que na minha nova empreitada junto aos brancos, foi uma perfumada escolha… isso foi o que mais me marcou…
Temperatura de degustação: 7º a 10ºC
Preço na ocasião: R$ 36,50
Obikwa 2005 – Pinotage
Os vinhos da África do Sul estão me surpreendendo. O primeiro que experimentei (e adorei) foi o Tribal. Agora conheci o Obikwa. Para variar um pouco, escolhi a Pinotage, cerpa nativa da África do Sul, originária e criada em 1925 através do cruzamento híbrido de Pinot Noir e Cinsaut (também conhecida como Hermitage).
Segundo o fabricante e casas especializadas, “as uvas deste vinho foram colhidas manualmente de uma seleção das melhores vinículas em Stellenbosch, Paarl, Wellington e Robertson. Colhidas a 23º e 25º Balling nos meses de Fevereiro e Março, separadas por vinícula e então vinificadas. O sumo foi fermentado em baixas temperaturas (entre 13ºC e 15ºC) para que características e a aroma de frutas fossem preservados. Em adição, três dias de maceração ajudaram a preservar aroma e ao mesmo tempo intensificar a cor do vinho. Uma charmosa e atrativa coloração. No olfato um bouquet de frutas silvestres maduras com um generoso paladar e sensação aveludada na boca.”
Gostei do vinho. Mas não o achei tão especial assim.
Graduação Alcoólica 13% Vol.
Preço na ocasião: R$ 25,90
