Vinho e Filosofia

“Existe mais filosofia numa garrafa de vinho que em todos os livros.” (Pasteur)

Cremashi Furlotti Cabernet Sauvignon Reserva 2005

Que chileno! Vinho do Valle del Maule daqueles cuja descrição do rótulo condiz exatamente com a impressão que você tem ao degustar. Vale a pena uma reprodução na íntegra.

Sua intensa cor rubi e seus aromas de amoras e amêndoas são completados com generosas notas de carvalho, acompanhado de elegantes toques de café, baunilha e chocolate.

Dispensa maiores comentários!

I’m Back

Finalmente estou de volta! Não como antes (nem posso!) mas aqui estou eu de novo e sempre que possível estarei deixando algo por aqui.

Primeiramente estou intrigada se, com o tempo de desuso, é possível nosso olfato se desacostumar dos aromas. Ou meu nariz virou uma grande farsa nesta temporada fora, ou então fui surpreendida pelos vinhos que retomam este blog! (risos)

Trago aqui dois vinhos argentinos da região de San Juan.

Las Moras Bonarda 2007: Simplesmente nada. Nada de mais, nada de diferente, nada de excepcional. Exceto a uva Bonarda. Numa pesquisa rápida acabei por descobrir o motivo deste vácuo olfativo. A uva Bonarda é usada constantemente na Argentina para produzir vinhos baratos. Vai ver que foi por isso que o comprei numa promoção de “leve duas garrafas e leve uma outra de brinde”. Cai no “este vinho é muito bom” da vendedora. Não vou dizer o lugar, mas lá não volto mais.

Las Moras Viognier 2007: Esta era a garrafa brinde. Ai sim, valeu a pena! Ela não podia ter me ofertado somente essa? Um vinho frutado, fresco, com aroma e fundo adocicado, maravilha pro verão. Vascula aqui, vasculha acolá, descobri que a uva francesa Viognier é utilizada inclusive nos melhores e mais apreciados vinhos franceses do mundo. Para que não tem grana para investir em um deles, deixo a dica de consolação!

Até mais! ;)

Ausência temporária…

Queridos amigos e visitantes,

Por motivos de força maior não estou podendo ingerir bebidas alcóolicas. Well… creio que isto já aconteceu ao menos uma vez na vida de cada ser humano. A diferença é que para nós, amantes do vinho, isso é praticamente um ato explícito de tortura! :D :D :D

Mas não acredito que ficarei sem degustar (moderada e esporadicamente, antes que alguém me puxe as orelhas!) por muito tempo!

Enquanto isso, encontrei uma forma de, quem desejar, deixar aqui suas impressões. Afinal este é o objetivo do meu blog! Não só armazanenar e compartilhar as minhas impressões como os comentários de quem me visita. E porque não também novas dicas e sugestões? Criei um espaço chamado “Sugestões dos Visitantes” e farei dele agora parte integrante deste blog!

Cliquem aqui e fiquem a vontade! Volto logo! ;)

Saluti!

Mônica Góes

Vinhos – A Roda dos Aromas

Fazia algum tempo que não participava de um curso de vinhos. Mas hoje fui para este curso na Perini com ninguém menos que Vevé Bragança. Adoro a simplicidade da apreciação dele.

O bacana deste curso é a possibilidade de degustar os vinhos e comprar seus aromar com os aromas reais dispostos numa mesa. Muito legal sentir um aroma de geléia de goiaba numa taça e pode comparar de fato com a própria geléia num copinho. Educação olfativa. Para mim que sempre disse que meu olfato era uma farsa (ainda me pego sendo ludibriada por ele!) foi uma ótima experiência daquelas que vale a pena repetir!

E falando em degustação, não podia deixar de comentar os vinhos da noite:

Carta Vieja Pinot Noir 2004

Já havia experimentado o Cabernet Sauvignon da mesma safra. Vinho chileno, orgânico, corpo leve, taninos e acidez equilibradas. Por ser leve, não faz parte do hall dos meus prediletos. No tocante a aroma, meu nariz farsante só achou Geléia de Goiaba mesmo! :D

Gran Tarapacá Merlot Reserva 2006

Mais um chileno. Esse eu a-d-o-r-ei! No começo um aroma de coalhada, depois que se abriu, geléia pimenta vermelha. Corpo médio, boa acidez e aquele tanino educado que chega devagar e com sutilieza. Na boca um adocicado e muito redondo. Meu preferido da noite! E olhe que nem sou chegada em Merlot.

Frontera Concha Y Toro 2006

Mais um apreciável. Muito melhor que o Chardonnay que, por incrível que pareça, não gostei. Sou suspeitíssima quanto a vinhos chilenos ainda mais sendo Concha Y Toro. Neste consegui perceber mais aromas e comparar com a roda para me convencer: chocolate, pimenta e alguma fruta vermelha que dentre as expostas confesso que não descobri qual. Mas que era fruta vermelha, era! :D Bom corpo, boa acidez, taninos bons. Também um bom vinho!

Herdade do Pinheiro 2004

Um assemblage que já postei aqui, apesar deste último ter sido 2003. Português de Alantejo valeu a experimentação para validar os aromas. Desta vez percebi bastante frutas negras (maduras) e um aroma herbáceo. Para mim era menta. Meu parceiro de mesa parece que não concordou muito não! (risos)

Mas degustar vinhos e cursos deste tipo é isso aí! Uma oportunidade de descobrir coisas novas, experimentar, conhecer pessoas, reencontrar pessoas e chegar mais uma vez à conclusão de que “vinho bom é aquele que você gosta”. E nunca uma degustação de determinado vinho será igual a outra do mesmo vinho. Isso que os faz interessantes! ;)

Concha Y Toro Reservado Sauvignon Blanc

Tudo bem. Podem dizer que é vinho servido em taça em restaurantes. É mesmo. Mas adoro ele com comida japonesa! :D

Na verdade é um bom vinho, fresco, aromas cítricos, bons para dias quentes, mariscos, massas de molhos brancos e cai muito bem na diária. Uma boa relação custo benefício sem medo de errar. Simples, fácil de encontrar e saboroso. ;)

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