Vinho e Filosofia

“Existe mais filosofia numa garrafa de vinho que em todos os livros.” (Pasteur)

Profissionais recomendados

Mais uma vez tirando as teias do blog (estou me especializando mais em beber do que em postar! rssss) ontem estava jantando com um casal amigo, tomando um Leon de Tarapacá 2010 (que deixou muito a desejar porque acho que foi muito mal armazenado) – http://vinhoefilosofia.wordpress.com/2007/03/03/a-primeira-lista/ – e acabamos por falar de uma pessoa que gosto deveras: Vevé Bragança.

Então para tirar as teias com louvor, quem quiser saber mais sobre este mundo interessante não somente do vinho, mas da gastronomia em geral, vale a pena conferir:

Site: http://www.vevebraganca.com.br/

Twitter: http://twitter.com/#!/vevebraganca

Eu vou e volto! ;)

Buenos Aires e seus vinhos

Um pecado! Um absoluto pecado! Fui a Buenos Aires em Janeiro, tomei vinho horrores e não postei aqui! Essa vida louca está deixando meus bloguinhos às traças! :)

Pois bem. Sempre tive uma certa tendência negativa a vinhos argentinos. Os achava insossos e sem graça. Mas eis que fui na fonte. E que maravilha! Vou deixar aqui 2 rótulos de peso! E cá pra nós: precinhos de pechincha! O mais caro custou 34 pesos argentinos, ou seja R$ 17,00 por um vinho muito, muito, muito bom. De corpo e de atitude. E olha que o Restaurante La Cabrera é um dos mais caros de Buenos Aires.

Quem é ele? Callia Alta Shiraz Malbec 2009. E olha que não sou muito fã de Malbec. Mas foi um vinho que quem tiver oportunidade, experimente. Já andei fuçando na Internet e tem aqui na terrinha sim. Um vinho que achei super complexo, de bom corpo, chocolate, baunilha, frutas negras, tudo isso num rubi espetacular.

Minha próxima indicação é o Doña Paula Los Cardos Cabernet Sauvignon 2009. Enquanto o anterior é da região de San Juan, este aqui é da típica e conhecida Mendoza (Aliás de onde se acha – até eu achava – que era a única origem de vinhos argentinos). Este, ao meu paladar, foi um vinho equilibrado, porém bem tranquilo. Mais frutado, um pouco apimentado, fresco e de corpo médio. Não é daqueles vinhos que gosto de “encher a boca”, mas foi uma escolha super acertada para as massas que pedimos no restaurante Juana M (olha a dica! :) )

Portanto, quando for à Argentina beba muito vinho! Beba nos restaurantes aceitando a indicação dos garçons, beba os vinhos de mesa respeitáveis ao tango da Casa de Carlos Gardel com um monte de Brasileiros que vai encontrar, beba o vinho de boteco, dos cafés e se for ao Uruguai, como eu fui, experimente até aquele vinhozinho branco beeeem genérico do La Drugstore na Colonia Del Sacramento. Todas estas experiências valem super a pena!s

Salute!

Este slideshow necessita de JavaScript.

Convento da Vila 2009

Ah, os vinhos Alantejanos! Fazia tempo que não tomava um.

Esse não foi nenhum espanto, mas é um vinho agradável, tranquilo, levinho. Bom para um final de semana descompromissado.

Um corte de trincadeira, aragonês e castelão. Mas com aquela carinha de vinho de mesa. Foi com uma pizza e acho que não iria com mais nada além disso. Mas, vale o registro para não dizer que não falei das flores… ou das uvas. Afinal, vinho bom é o que a gente gosta… mas não necessariamente o que eu gosto, né? :)

Para voltar a movimentar a casa… :)

Para tirar as “teias de aranha” do meu blog, um texto divertido.

Com respeito ao hábito de “cheirar” vinhos , hábito esse considerado por muitos como uma frescura dos entendidos, o fato narrado abaixo ilustra bem o prazer de se poder perceber e definir pequenas diferenças… desconheço a autoria ou a veracidade, mas faz todo sentido… :)

  
Consta que, certa noite, por volta do ano de 1960, um Sr. entrou com a namorada no restaurante Lucas Carton, Paris,
e pediu uma garrafa de “Mouton Rothschild”, safra de 1928.
 
sommelier, em vez de levar a garrafa para mostrar ao cliente, apresenta o decanter de cristal com vinho. Depois de uma mesura, 
serve um pouco no cálice para o cliente provar.
 
O cliente, lentamente, leva o cálice ao nariz para sentir os aromas, fecha os olhos e cheira o vinho.
 
Inesperadamente, franze a testa e, com expressão séria, pousa o copo na mesa, e comenta:
 
- Este vinho aqui não é um Mouton de 1928!
 
sommelier assegura-lhe que é. O cliente insiste que não é.
 
Estabelece-se uma diferença e, rapidamente, alguns profissionais do restaurante rodeiam a mesa, incluindo o chef de couisine
e o gerente do hotel que, confiantes nos conhecimentos do seu profissional, tentam convencer o consumidor de que o vinho
é mesmo um Mouton de 1928.
 
De repente, alguém resolve perguntar-lhe como sabe, com tanta certeza, que aquele vinho não é um Mouton de 1928.

- O meu nome é Phillippe de Rothschild, – diz o cliente, modestamente – e fui eu que fiz esse vinho.

Consternação geral.
 
sommelier, então de cabeça baixa, dá um passo à frente, tosse, pigarreia, bagas de suor escorrem de sua testa e, por fim,
admite que serviu um Clerc Milon de 1928, mas explica seus motivos:
 
- Desculpe, mas não consegui suportar a idéia de servir a nossa última garrafa de Mouton 1928. De qualquer forma, a diferença é irrelevante.
Afinal, o senhor também é proprietário dos vinhedos de Clerc Milon, que ficam na mesma aldeia do Mouton. O solo é o mesmo, 
a vindima é feita na mesma época, a poda é a mesma e o esmagamento das uvas se faz na mesma ocasião, o mosto resultante vai para barris absolutamente idênticos. Ambos os vinhos são engarrafados ao mesmo tempo. Pode-se afirmar que os vinhos são iguais, apenas com uma pequeníssima diferença geográfica.
 
Rothschild, então, com a discrição que sempre foi a sua marca, puxa o sommelier pelo braço e murmura-lhe ao pé do ouvido:
 
- Quando voltar para casa esta noite, peça à sua namorada para se despir completamente. Escolha dois orifícios do corpo dela, muito próximos um do outro, e faça um teste de olfato. Voce perceberá a sutil diferença que pode haver numa pequenina diferença geográfica…

Malma Malbec

Um vinho espetacular que tive o prazer de experimentar ontem no La Provence, restaurante do encantador Laurent Canovas, um amor de pessoa e anfitrião sem comentários. Encorpado, do estilo que ele mesmo sabe que gosto, um leve adocicado ao fundo. Sensacional.

E o mais interessante. Um vinho da Patagônia! Pena não ter prestado atenção na safra. Sabem como é. Apesar da apreciadora de vinhos da mesa ser eu, o rótulo é sempre apresentado ao cavalheiro! (risos) Mas volto lá e descubro!

Entradas mais Antigas »
Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.